sexta-feira, 12 de agosto de 2011

it's the stupid economy

this paper, here, and its conclusions are simply ridiculous.

findings are based on unrealistic assumptions and some are even false. for instance: "We find that reducing the TSU rate by 4.0 p.p. requires a 2.0 p.p. increase in the IVA rate on private consumption", this is not correct. a report, carried out by the Ministerio das Finanças, shows that reducing the TSU rate by 3.7 p.p. requires a 2.19 p.p. increase in the IVA, thus a 4.0 p.p. rate reduction requires a 2.37 increase in the IVA. this means 18,5% more than is written.
on the other hand the authors ignore the impact of current economical environment and its foreseeable evolution on effects.
however the most eccentric conclusion is: "On the consumer side, despite the higher IVA, private consumption remains stable." is this a joke?
so, the authors want us to believe that increasing IVA in 2.0 p.p., in a high depressed market, will not reduce the consumption.
who am I to contradict such faith?

nota: escrevi em inglês porque o documento citado tem o objectivo de fomentar o debate político deste tema (desvalorização fiscal via redução da TSU). apesar dos autores serem portugueses foi escrito e divulgado em inglês.

sábado, 23 de julho de 2011

"I missed the part where we became the bad guys"

acabei de ler a versão em inglês do relato de, Nina Volstad, aqui, do massacre cometido na ilha de Utoeya e lembrei-me de um texto do Jose Saramago, publicado no Público, acerca do fanatismo religioso e da imensurável dor e sofrimento infligido pelos fanaticos, de diversas matizes, em nome da religião.
como escreve Nina: "this seems so surreal. I do not understand. I do not understand.". eu também não.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

join the procraster nation

encontrei a melhor forma de escapar à depressão colectiva.
agnóstico empedernido nunca pensei vir a converter-me a uma religião. mas, como resisitir a esta aqui e aqui?
além do mais presta tributo e homenagem a um dos mais geniais filmes de comédia. long life to the dude.

sábado, 23 de abril de 2011

inside job

só recentemente vi este documentário. gostei. gostei muito. é um trabalho sério, rigoroso, sem demagogias, não panfletário, baseado nos factos e que questiona os actores dos acontecimentos com as perguntas certas.
é um trabalho competente feito com honestidade, sem promiscuidade com os negócios.

"I got a ride on the Idiot Express"


"Esta é a maior crise da nossa história?" pergunta do jornalista João Garcia, em entrevista a Artur Santos Silva, publicada no Expresso de 22 de Abril. 
por maior que a crise seja - e é - não tem comparação com o tamanho da ignorância revelada pelo jornalista.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

do país que tinha tudo para não dar certo

não sou dos saudosistas do império, nem tenho da nossa história a visão, largamente maioritária, que fomos um colonizador brando e, muito menos, competente. contudo, concordo com os que defendem a tese que a nossa incompetência e negligência no Brasil, deu origem a uma sociedade "sui generis" e duma riqueza étnica e cultural sem paralelo.
quanto melhor vou conhecendo o Brasil, o seu povo e as suas múltiplas regiões, mais me convenço da sua enorme energia criadora que nenhuma religião (por mais que elas proliferem) ou pensamento dominante, conseguiu castrar. a mistura de raças, as inúmeras influências culturais e a crença  numa vida melhor, fazem deste país (que tinha tudo para não dar certo) um caso singular de perseverança, crença infinita, optimismo e força criadora. 
vindo dum país onde a depressão se instalou e a opinião publicada é monopolizada pelas cassandras e os profetas da desgraça, o contraste é gritante..
é bom visitar o Brasil, sempre. hoje, ainda mais!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

vergonha

confesso que houve momentos na minha infância em que senti embaraço com a minha família. ela não era tão sofisticada, culta e rica como a de muitos dos meus amigos dessa época. e menti. inventei uma família que não existia. com o passar do tempo aprendi a aceitar a minha família e as minhas raízes. hoje, não sinto qualquer constrangimento com as minhas origens e lamento que essa aceitação não tenha acontecido mais cedo.
esta manhã, conduzindo a caminho do escritório, voltei a sentir esse sentimento de vergonha. ouvi, na rádio, uns trogloditas a insultarem  os jogadores do meu clube, à sua chegada ao aeroporto, e voltei a desejar ter uma outra família clubística.