acabei de ler a versão em inglês do relato de, Nina Volstad, aqui, do massacre cometido na ilha de Utoeya e lembrei-me de um texto do Jose Saramago, publicado no Público, acerca do fanatismo religioso e da imensurável dor e sofrimento infligido pelos fanaticos, de diversas matizes, em nome da religião.
como escreve Nina: "this seems so surreal. I do not understand. I do not understand.". eu também não.
“What if everything is an illusion and nothing exists? In that case, I definitely overpaid for my carpet” Woody Allen from The Allen Notebooks
sábado, 23 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
join the procraster nation
sábado, 23 de abril de 2011
inside job
só recentemente vi este documentário. gostei. gostei muito. é um trabalho sério, rigoroso, sem demagogias, não panfletário, baseado nos factos e que questiona os actores dos acontecimentos com as perguntas certas.
é um trabalho competente feito com honestidade, sem promiscuidade com os negócios.
"I got a ride on the Idiot Express"
"Esta é a maior crise da nossa história?" pergunta do jornalista João Garcia, em entrevista a Artur Santos Silva, publicada no Expresso de 22 de Abril.
por maior que a crise seja - e é - não tem comparação com o tamanho da ignorância revelada pelo jornalista.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
do país que tinha tudo para não dar certo
não sou dos saudosistas do império, nem tenho da nossa história a visão, largamente maioritária, que fomos um colonizador brando e, muito menos, competente. contudo, concordo com os que defendem a tese que a nossa incompetência e negligência no Brasil, deu origem a uma sociedade "sui generis" e duma riqueza étnica e cultural sem paralelo.
quanto melhor vou conhecendo o Brasil, o seu povo e as suas múltiplas regiões, mais me convenço da sua enorme energia criadora que nenhuma religião (por mais que elas proliferem) ou pensamento dominante, conseguiu castrar. a mistura de raças, as inúmeras influências culturais e a crença numa vida melhor, fazem deste país (que tinha tudo para não dar certo) um caso singular de perseverança, crença infinita, optimismo e força criadora.
vindo dum país onde a depressão se instalou e a opinião publicada é monopolizada pelas cassandras e os profetas da desgraça, o contraste é gritante..
é bom visitar o Brasil, sempre. hoje, ainda mais!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
vergonha
confesso que houve momentos na minha infância em que senti embaraço com a minha família. ela não era tão sofisticada, culta e rica como a de muitos dos meus amigos dessa época. e menti. inventei uma família que não existia. com o passar do tempo aprendi a aceitar a minha família e as minhas raízes. hoje, não sinto qualquer constrangimento com as minhas origens e lamento que essa aceitação não tenha acontecido mais cedo.
esta manhã, conduzindo a caminho do escritório, voltei a sentir esse sentimento de vergonha. ouvi, na rádio, uns trogloditas a insultarem os jogadores do meu clube, à sua chegada ao aeroporto, e voltei a desejar ter uma outra família clubística.
esta manhã, conduzindo a caminho do escritório, voltei a sentir esse sentimento de vergonha. ouvi, na rádio, uns trogloditas a insultarem os jogadores do meu clube, à sua chegada ao aeroporto, e voltei a desejar ter uma outra família clubística.
sábado, 9 de outubro de 2010
melhor que xanax
todos os dias vemos, ouvimos e lemos como o poder das corporações está a destruir este país.
o conservadorismo dos "direitos adquiridos" aliado à reverência e à rendição, de muitos dos poderes públicos, à chantagem e ao terrorismo verbal das corporações e dos "lobbies" dos poderosos, está a levar à crescente capitulação do estado e à sua captura por grupos ao serviço das corporações de todo o tipo - sejam elas as ordens profissionais, os sindicatos dos privilegiados ou as corporações patronais.
por isso, notícias como esta aqui, nos dias que correm, são o melhor remédio para a depressão.
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