sábado, 23 de julho de 2011

"I missed the part where we became the bad guys"

acabei de ler a versão em inglês do relato de, Nina Volstad, aqui, do massacre cometido na ilha de Utoeya e lembrei-me de um texto do Jose Saramago, publicado no Público, acerca do fanatismo religioso e da imensurável dor e sofrimento infligido pelos fanaticos, de diversas matizes, em nome da religião.
como escreve Nina: "this seems so surreal. I do not understand. I do not understand.". eu também não.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

join the procraster nation

encontrei a melhor forma de escapar à depressão colectiva.
agnóstico empedernido nunca pensei vir a converter-me a uma religião. mas, como resisitir a esta aqui e aqui?
além do mais presta tributo e homenagem a um dos mais geniais filmes de comédia. long life to the dude.

sábado, 23 de abril de 2011

inside job

só recentemente vi este documentário. gostei. gostei muito. é um trabalho sério, rigoroso, sem demagogias, não panfletário, baseado nos factos e que questiona os actores dos acontecimentos com as perguntas certas.
é um trabalho competente feito com honestidade, sem promiscuidade com os negócios.

"I got a ride on the Idiot Express"


"Esta é a maior crise da nossa história?" pergunta do jornalista João Garcia, em entrevista a Artur Santos Silva, publicada no Expresso de 22 de Abril. 
por maior que a crise seja - e é - não tem comparação com o tamanho da ignorância revelada pelo jornalista.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

do país que tinha tudo para não dar certo

não sou dos saudosistas do império, nem tenho da nossa história a visão, largamente maioritária, que fomos um colonizador brando e, muito menos, competente. contudo, concordo com os que defendem a tese que a nossa incompetência e negligência no Brasil, deu origem a uma sociedade "sui generis" e duma riqueza étnica e cultural sem paralelo.
quanto melhor vou conhecendo o Brasil, o seu povo e as suas múltiplas regiões, mais me convenço da sua enorme energia criadora que nenhuma religião (por mais que elas proliferem) ou pensamento dominante, conseguiu castrar. a mistura de raças, as inúmeras influências culturais e a crença  numa vida melhor, fazem deste país (que tinha tudo para não dar certo) um caso singular de perseverança, crença infinita, optimismo e força criadora. 
vindo dum país onde a depressão se instalou e a opinião publicada é monopolizada pelas cassandras e os profetas da desgraça, o contraste é gritante..
é bom visitar o Brasil, sempre. hoje, ainda mais!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

vergonha

confesso que houve momentos na minha infância em que senti embaraço com a minha família. ela não era tão sofisticada, culta e rica como a de muitos dos meus amigos dessa época. e menti. inventei uma família que não existia. com o passar do tempo aprendi a aceitar a minha família e as minhas raízes. hoje, não sinto qualquer constrangimento com as minhas origens e lamento que essa aceitação não tenha acontecido mais cedo.
esta manhã, conduzindo a caminho do escritório, voltei a sentir esse sentimento de vergonha. ouvi, na rádio, uns trogloditas a insultarem  os jogadores do meu clube, à sua chegada ao aeroporto, e voltei a desejar ter uma outra família clubística.

sábado, 9 de outubro de 2010

melhor que xanax


vivemos tempos de desespero e desapontamento.
todos os dias vemos, ouvimos e lemos como o poder das corporações está a destruir este país.
o conservadorismo dos "direitos adquiridos" aliado à reverência e à rendição, de muitos dos poderes públicos, à chantagem e ao terrorismo verbal das corporações e dos "lobbies" dos poderosos, está a levar à crescente capitulação do estado e à sua captura por grupos ao serviço das corporações de todo o tipo - sejam elas as ordens profissionais, os sindicatos dos privilegiados ou as corporações patronais.
por isso, notícias como esta aqui, nos dias que correm, são o melhor remédio para a depressão.